"Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso".
"O que eu sinto eu não ajo; O que ajo não penso; O que penso não sinto; Do que sei sou ignorante; Do que sinto não ignoro; Não me entendo e ajo como se me entendesse".
"Quero escrever noções sem o uso abusivo da palavra, só me resta ficar nua: Nada tenho mais a perder".
"Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me ver passar".
"Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo. Quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar a desorientação".
"Gosto dos venenos mais fracos, das bebidas mais fortes! Dos cafés mais amargos! E dos delírios mais loucos! Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: “E daí? Eu adoro voar!” ".
(Clarice Lispector).
Por, Carol Menezes.

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